Ter-te, Poema

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Ter-te

“Ter-te em mim
Por cima, por baixo
De lado, de quatro
Sentada, de pé, e muito bom
Mas ter-te por dentro
Possuir-te na alma é divino…”

Sentir as tuas mãos acariciar-me a alma
O ego de macho carente e desconfiado
Amo, como se o amor fosse estranho
Entranhando-me e possuindo-me por inteiro…
Fundimos a pele no calor dos corpos
Misturando odores e suores
Pele que se fricciona no tesão do desejo
Beijas-me, no profundo sabor a sexo
Que inunda os nossos lábios,
Quente, muito quente o gemido
Que nos penetra os ouvidos…
Não somos mero exagero
Somos o desejo crescente de volúpias contidas
De sexo concebido por Deus…
Unamo-nos nos movimentos eternos
Na sincronização perfeita
No movimento das mãos contornando os seios
Nos beijos, no diálogo penetrante das línguas…
Essas imperceptíveis e universais, monossilábicas
Sim, sim, mais…
Sussurradamente fod@mo-nos,
Elevemo-nos ao prazer do gozo sincronizado
No abraço eterno onde as unhas se cravam num urro…
Abandonemo-nos num abraço, olhando o tecto
Extenuadamente cansados, realizados
Onde o cheiro a sexo nos inunda as noites…
Agora, depois de tudo, amemo-nos no olhar
Sonhemos juntos o amanhã…

Alberto Cuddel
(heteronimo Tiago Paixão)

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