Luto E as suas varias etapas

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Dedico este post a uma amiga Blogueira ela está de Luto, espero que este texto ajude…

LUTO

Superando a Perda

Em nossa cultura o homem se afasta de temas que o angustia, entre eles o da morte.

Em sua tentativa de não sofrer deixa de viver com intensidade nega a morte por assim dizer e ao mesmo tempo, não abandona a angústia de sua existência.

O luto de um jeito ou de outro é um processo que está na vida de todos nós, mas de fato só existe quando há um vínculo, um amor que tenha sido rompido.

Trata-se de uma experiência pessoal e única – que deve ser respeitado o tempo de superação de cada um.

O estado de luto pode acontecer devido a várias formas de perdas como de um ente querido, status social, ídolo, animal de estimação, objetos, mas este artigo tratará sobre o luto que se refere a morte de um ente querido.

Inicialmente as crises de pesar são intensas, mas depois tornam-se menos frequentes

e mais suaves.

À medida que o enlutado começa a fazer novos envolvimentos, emerge a esperança

de continuar a viver.

Por que algumas pessoas superam mais facilmente que outras?

Digamos que existe o envolvimento de toda uma situação que influencia como por exemplo:

A natureza da relação com a pessoa que morreu;

As circunstâncias da morte;

O sistema de apoio do enlutado;

A personalidade;

O contexto cultural…

A culpa

A pessoa enlutada também poderá se auto recriminar por ter omitido algo ou ter realizado um ato contra o ente querido.

Na verdade é natural do ser humano cometer erros e também não ter “bola de cristal” para adivinhar tudo.

A dor da culpa vai embora somente quando a pessoa aceita que errou e não se cobra tanto em ter feito diferente. Em resumo significa – entender as falha da condição humana.

Por que algumas pessoas guardam objetos, não mechem no quarto, não se desfaz das roupas de um ente querido?

É comum também ocorrer à negação onde a pessoa enlutada age ou pensa como se a perda não tivesse acontecido.

Para não perder o contato com o outro, investe emocionalmente em objetos ou coisas que lembram a pessoa, por esta razão mantêm roupas, objetos, no mesmo lugar por anos.

Portanto diante da morte súbita acontece frequentemente que a pessoa enlutada se ponha a procurar os sinais e os lugares associados ao ente querido, às vezes, imagina que pode fazê-lo reviver e reencontrá-lo de alguma maneira.

Porém, algumas pessoas se apegam em tentar sentir a presença material ao ponto de constituir uma ilusão ou alucinação da imagem, no luto normal a pessoa se dá conta da impropriedade disto, mas no patológico não.

Deve-se procurar ajuda quando:

A pessoa não consegue concluir o luto e não entra na fase de aceitação;

O sofrimento é intenso e duradouro, tornando-se difícil a superação;

Não consegue desapegar daquele que se foi;

A depressão passa a fazer parte do luto.

Nascendo um amor diferente

A pessoa que se foi torna-se aquela que é capaz de fazer o enlutado feliz e infeliz ao mesmo tempo.

Costumamente a tristeza do luto estende-se por um ou dois anos no qual se tem a oportunidade de experimentar todo um calendário anual, pelo menos, sem a presença da pessoa que partiu.

Atravessar o luto é desinvestir pouco a pouco o apego naquele que se foi até elaborar sua perda.

Desta forma, trata-se de lento processo de desamor, resultando em uma forma de amar diferente em relação àquele que partiu.

Mas como fazer isto?

Aceitando que nada pode ou poderia mudar o que aconteceu.

Todos nós temos a nossa hora. Você já não ouviu dizer que a morte é apenas uma desculpa?

Você não precisa tentar esquecer o ente querido porque se o amor realmente existia você não conseguirá, basta superar a dor da ausência e aceitar.

O desanimo vem da falta de não fazer nada, então mecha-se

É importante que cada um procure ter uma rotina preenchida com coisas a fazer como trabalhar, passear, fazer suas obrigações…

Fazer coisas no cotidiano ajuda o enlutado a reestabelecer-se emocionalmente, mas nada disso se assemelha a ter uma compulsão em estar fazendo várias coisas só para esquecer o ente querido, a consciência da dor deve ser vivida e não esquecida.

O luto deve ser vivido, sentido e superado.

Quem foge da dor corre o risco de ficar angustiado e ter uma futura depressão.

Uma pessoa passa a superar o luto quando?

Quando o enlutado sente que ainda ama aquele ente querido mas de uma forma que não provoca mais tanta dor a sua ausência.

A superação é vista quando o enlutado retoma a sua vida de onde parou, reconhecendo ao mesmo tempo que a morte faz parte da vida.

FORMAS DE LUTO

   

        Luto convencional

 

        O luto se manifesta por um estado de choro, sentimento de torpor e de atordoamento.  

 

     Inicialmente ocorre incompreensão do que aconteceu para posteriormente dar lugar a expressão de sofrimento e desespero. 

 

        Sensações físicas podem ser expressas por meio de:  dificuldades para concentrar-se, sensação de fraqueza, falta de apetite e a consequente perda de peso, dificuldades para respirar, problemas em dormir e despertar. Também podem ocorrer sonhos que envolvem o ente querido.

      

        O luto normal é compreendido por reações e comportamentos apropriados diante da perda, pessoas que passam por seus estágios dificilmente procuram o auxilio de psiquiatras e psicólogos.

 

      

 

        Luto patológico

 

        Para alguns a travessia do luto não se faz de forma adequada.

 

        Algumas pessoas podem apresentar: tristeza intensa, depressão maior, sintomas psicóticos ou ideação suicida.

 

      A perda súbita reforça o risco para que ocorra o luto patológico, como as circunstâncias, sentimento de culpa pela morte do outro (real ou imaginário), histórico de perdas traumáticas, forte dependência daquele que se foi…

 

 

       

        Identificação excessiva ou psicose do luto

       

        Nesta forma de luto a tristeza ocorre de modo diferente ao luto normal.

     

        Pode ocorrer da pessoa enlutada se identificar com o ente querido de tal forma a assumir características admiradas, e ainda acreditar fielmente que é o falecido ou ainda achar que está morrendo da mesma forma.

 

        Há muitos relatos de pessoas que escutam a voz do falecido, porém nesta forma de luto isso fica sem controle. 

 

        Há também casos de alucinações em que o morto é visto, e a pessoa enlutada vive com uma certeza a volta dele que transforma a sua dor em convicção delirante.

 

        Nesta forma de luto a pessoa também pode acreditar que o outro ainda está vivo.

 

        A supremacia do amor sobre a razão leva a criar uma nova realidade, porém, alucinada.

 

 

 

 

        Luto adiado, inibido, ou negado

 

       Saber da morte de um ente querido provoca sentimento de tristeza, porém, nesta forma de luto é caracterizada pela ausência de expressão.

 

        Algumas pessoas conseguem adiar a tristeza até que um dia não conseguem mais evitar o sentir.

 

        As influências familiares e culturais podem afetar o comportamento do enlutado. 

 

      Em  nossa cultura,  por exemplo,  os homens são incentivados a não chorar,  também as pessoas enlutadas são encorajadas pelas outras que estão a sua volta e até mesmo por familiares enlutados também, a abandonar a experiência do luto. 

 

       Não é raro observar um componente familiar vivendo seu processo isoladamente de luto ou forçar-se a abandoná-lo antes de tê-lo completado, assim caminha-se para a repressão emocional.

 

       A tristeza negada ou inibida não deixa que a realidade da perda seja vivida, desta forma a pessoa pode deslocar o que está sentindo de forma inconsciente para outros setores da vida.

 

      Não é raro observar essas pessoas vivenciando  sintomas  físicos  iguais da pessoa que partiu ou então sentindo reações inexplicáveis.

 

         Adiar o luto pode causar depressão e ansiedade. 

 

       Para vencer esta forma de luto é necessário que o enlutado reconheça que mesmo sendo difícil lidar com a dor e o pesar, são sentimentos necessários para aprender com novo viver – sem presença do ente querido.

 

 

    

        Luto antecipatório

 

      O conceito de luto antecipatório se refere à tristeza  diante de uma  perda inevitável.  Essa forma de luto termina quando a perda realmente ocorre.

 

       Se  no luto normal  a tristeza diminuiu com o passar do tempo,  neste caso em específico  a tristeza  antecipatória aumenta na medida em que a perda torna-se mais presente com a morte do ente querido.

     

 

 

        Luto dos pais

 

       Os pais reagem à morte de um filho muitas vezes com sentimentos de culpa e desamparo, ainda podem sofrer mais quando acreditam que de alguma forma deixaram de proteger a criança.

 

      À vezes emocionalmente abalados desconsideram as leis da natureza e acatam para si todas as responsabilidades que na vida real seria impossível de controlar.

 

       Quando os pais depositam nos filhos esperanças,  desejos de conquistas,   a dor poderá ser ainda maior. E os pais podem sentir pelo resto da vida as manifestações da perda desse filho.

 

     No caso de pais com filhos portadores de doença o enlutamento pode ter início a  partir da  comunicação  do diagnóstico. 

 

        Os pais de crianças deficientes se enlutam pela perda do sonho de não terem tido um filho sadio.

 

        O processo de luto neste caso ocorre quando os pais têm que lidar com os filhos da vida real, enquanto deixam partir os filhos que sonharam.

 

        Os pais devem livrar-se dos sonhos perdidos e criar outros.

 

        

 

         Luto em crianças

 

     O luto de uma criança pode ser semelhante ao do adulto, mas somente quando ela é capaz de compreender o significado da morte.

 

        A criança se lamenta, protesta, sente desejo de estar com a pessoa que faleceu e chora querendo sua volta. Quando se dá conta que isto não acontecerá fica apática e retraída.

 

       Posteriormente ela passa por  uma  fase  de  distanciamento,  onde começa a desinvestir o apego emocional àquele que se foi e passa a interessar-se por outras coisas.

 

        A criança no início poderá sentir necessidade de encontrar alguém que substitua a pessoa perdida, e esse sentimento ela poderá transferir para um ou para vários adultos. Isso é importante para a criança, e deve ser respeitado para o equilíbrio psicológico, principalmente quando a pessoa que partiu se refere a um de seus pais.

 

      Crianças muito pequenas, na fase escolar podem sentir a culpa pela morte do ente querido. Por esta razão o luto infantil deve ser acompanhado.

 

       

        “A felicidade perderia seu significado se não fosse equilibrada pela tristeza.”

        Carl G. Jung

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