Ser poeta não é tarefa fácil…

Tentaram queimar para apagar. Não conseguiram tinham muitas réplicas espalhadas pelo mundo eram ignorantes intrusos eles que foram exterminados.  ❤◦.¸¸.◦✿ SOLHOLME ✿◦.¸¸.◦❤

Escrever não é tarefa fácil. Demanda esforço, paciência, treino e teimosia. Às vezes a história enguiça lá pela página quarenta e parece inevitável declarar falência de ideias. Perde-se tudo. Ser escritor não é mamata. Para muitos é trampo, independente de inspiração, de álcool e boémia. O escritor drogado é mero mito.

A figura real é cópia do cidadão comum, mais um na multidão da heterogeneidade.

Kafka escreveu um dos melhores começos de livros em A Metamorfose. E também foi assim em O Processo. Em ambos os casos, tanto as frases iniciais quanto os livros são obras-primas. Kafka e não eu. Ele e não qualquer outra pessoa. Escrever é angústia das mais profundas, dessas que impregnam tempo e espaço, fazendo morada nos corações solitários.

Tem muita solidão no ato de escrever, mesmo nos casos em que a quantidade de palavras está diretamente relacionada ao valor do artigo. Prostituição literária. Produzir em massa e vender no atacado a preço de banana. Nesse ponto alguém se pergunta: e a inspiração, vem de onde? Do mundo, dos amores, das lembranças? E se ela não vier?

Inspiração é clichê literário. Mágica que acontece e afeta as almas perdidas na contemplação eterna do universo. A solidão, essa sim, digna de respeito. A solidão verdadeira, aquela que vem de dentro. O escritor cria grandes espaços entre ele e os outros. Dessa distância surgem versos, artigos e romances.

Eis o grande problema dos escritores: escrever. O papel em branco, as ideias borbulhando na cabeça – espaço caótico. Lá pela página quarenta. Seguir em frente? Escrever não é fácil.
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