O que é transtorno bipolar?

Este post é bastante extenso foi o que nas pesquisas achei mais completo para definir o que é a Bipolaridade. Bipolaridade também em crianças e adolescentes.

A bipolaridade afecta mais de 5% da nossa população um problema de saúde grave mas pode ser controlado…

O que é Transtorno Bipolar?

O Transtorno Afetivo Bipolar, também conhecido como transtorno bipolar ou depressão maníaca, é uma doença mental grave caracterizada por alterações extremas do humor, configurando episódios de mania e depressão. No contexto psiquiátrico, mania significa um estado de humor exaltado, no qual a pessoa se sente muito bem independente do que acontece ao seu redor.

As oscilações de humor são comuns em nossas vidas e, em geral, não caracterizam uma condição psiquiátrica. O que diferencia as pessoas bipolares é que essas oscilações são mais intensas, duram mais tempo e são capazes de afetar padrões de sono e energia, assim como desestabilizar a estrutura familiar e as diversas relações dos pacientes. Além disso, enquanto a maior parte das pessoas experienciam mudanças no humor devido a acontecimentos em suas vidas, as oscilações dos pacientes bipolares ocorrem sem motivo aparente.

O transtorno se manifesta, geralmente, durante o final da adolescência e o começo da vida adulta. Entretanto, existem casos em que a doença começa a se desenvolver já na infância, durante a adolescência ou até mesmo após entrar na terceira idade. Ainda não existe uma cura definitiva para a condição e, por isso, ela tende a durar a vida inteira. Entretanto, é possível mantê-la controlada através de um tratamento adequado.

As primeiras manifestações da doença podem ser tanto através de episódios maníacos quanto de episódios depressivos, além de também haver a possibilidade de sintomas psicóticos nos quais a pessoa perde o contato com a realidade e pode ser acometida por delírios e alucinações.

O mecanismo da oscilação não parece obedecer alguma lógica e, por isso, uma pessoa que saiu de um episódio depressivo não necessariamente entra em um episódio maníaco logo em seguida. É possível que o paciente tenha um episódio depressivo e, após um período normal, outro episódio depressivo.

Índice neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Transtorno Bipolar?
  2. Natureza dos episódios
  3. Tipos de Bipolaridade
  4. Causas e fatores de risco
  5. Sintomas do Transtorno Bipolar
  6. Diagnóstico
  7. Comorbidades
  8. Transtorno Bipolar tem cura? Qual o tratamento?
  9. Como conviver
  10. Complicações
  11. Prevenção

Natureza dos episódios

Em geral, as pessoas acreditam que os pacientes bipolares passam por episódios de alegria e tristeza. Na verdade, existem episódios diferentes, com sintomas diferentes, que podem ser encaixados no espectro bipolar.

 
  • Mania: A mania é um estado no qual a pessoa se encontra eufórica e mais irritadiça. Pode vir acompanhada de sintomas psicóticos e atrapalhar o dia-a-dia do paciente.
  • Hipomania: Caracterizada também pela euforia e irritação, porém não há a presença de sintomas psicóticos e o paciente não fica incapacitado de trabalhar ou estudar.
  • Depressão: Pode ser muito parecido com a depressão maior, na qual a pessoa sente uma tristeza profunda e sem motivo aparente, podendo incapacitar o paciente, ou pode ser mais parecido com a distimia, tipo de depressão no qual o paciente sente uma tristeza crônica, mas não o impossibilita de realizar suas atividades habituais, mesmo que não veja sentido para tal.

Algumas pessoas podem ter mais episódios de hipomania do que mania propriamente dita, assim como outros encaram episódios de distimia ao invés de depressão.

Tipos de Bipolaridade

O transtorno pode ser classificado em quatro grupos, de acordo com os padrões das oscilações de humor. São eles:

Bipolar tipo I

Há a predominância de episódios maníacos, que duram entre 7 dias e 6 meses, ou de sintomas maníacos tão severos que levam o paciente ao internamento em uma clínica psiquiátrica. Já os episódios depressivos duram pelo menos 2 semanas, mas são mais raros que os episódios maníacos. Podem ocorrer episódios mistos, onde a pessoa tem pensamentos depressivos ao mesmo tempo em que sente energia e disposição para fazer suas atividades.

Bipolar tipo II

Predominância de episódios depressivos, com incidência de episódios hipomaníacos, ou seja, episódios de uma espécie de mania mais leve, que não impede que a pessoa trabalhe ou estude, sem sintomas psicóticos. Entretanto, a atenção durante os episódios depressivos deve ser redobrada.

Ciclotimia

Caracterizado pela presença oscilante de sintomas depressivos e de hipomania durante um período de pelo menos 2 anos. Entretanto, os sintomas não são o suficiente para configurar episódios depressivos ou hipomaníacos propriamente ditos.

Transtorno Bipolar não especificado

São os casos nos quais os sintomas não se encaixam nos critérios dos tipos I ou II. Isso porque os sintomas não duram tempo o suficiente, ou há poucos sintomas para se ter certeza do diagnóstico. Podem haver episódios hipomaníacos de curta duração (menos de 4 dias), ciclos rápidos — quando as oscilações ocorrem em menos de uma semana —, recorrência de estados mistos atípicos, entre outros.

Causas e factores de risco

Assim como diversas outras condições psiquiátricas, é difícil traçar uma só causa que desencadeia o Transtorno Afetivo Bipolar. Existem evidências de que há tanto causas genéticas quanto causas psicossociais.

Genética e histórico familiar

Especialistas sugerem que a genética tenha alguma ligação com o desenvolvimento da doença, mas estudos em gêmeos idênticos mostraram que nem sempre os dois chegam a desenvolver a doença.

Entretanto, continua sendo um fato de que a maior parte das pessoas acometidas pelo transtorno bipolar tem a doença no histórico familiar.

Estrutura e funcionamento cerebral

Há estudos que revelam que os cérebros de pacientes bipolares possuem algumas alterações se comparados aos cérebros de pessoas saudáveis ou com outros transtornos psiquiátricos. As diferenças podem ser tanto físicas quanto químicas, relacionadas aos neurotransmissores.

Abuso de substâncias

A utilização de substâncias como álcool, tabaco e outras drogas ilícitas pode causar confusão mental e desencadear diversos comportamentos e sentimentos característicos dos episódios de mania ou depressão. Enquanto o uso em si não é capaz de causar a doença, certamente ajuda a torná-la mais evidente em quem já tem predisposição para desenvolvê-la.

Factores ambientais

Outros fatores de risco que estão relacionados não apenas à bipolaridade, mas a outros transtornos também, são os fatores ambientais e as experiências traumáticas. Em ambientes carregados de conflitos e situações que podem gerar traumas, as emoções e pensamentos facilmente se tornam confusas, o que pode auxiliar no desenvolvimento do transtorno bipolar.

Sintomas do Transtorno Bipolar

Os sintomas do transtorno bipolar estão concentrados nos episódios de mania e depressão. Estes episódios não apenas mexem com o emocional, como também alteram padrões de sono, a energia e disposição dos pacientes.

Episódios de Mania

Nos episódios de mania, o paciente:

  • Sente alegria ou energia intensa, se sente “nas nuvens”, capaz de qualquer coisa;
  • Possui muita energia e disposição para realizar diversas atividades;
  • Realiza mais atividades do que o normal, às vezes até mais do que consegue dar conta;
  • Tem problemas para dormir — dorme pouco e sente-se muito elétrico, sem necessidade de descansar;
  • Fala rapidamente e com intensidade, muda de assunto com muita rapidez e facilidade;
  • Demonstra agitação, irritação ou sensibilidade ao que os outros dizem ou fazem — pode ter comportamento agressivo;
  • Sente seus pensamentos passando rápido por sua mente;
  • Acredita ser capaz de fazer muitas coisas de uma só vez;
  • Apresenta impulsividade e falta de juízo;
  • Engaja-se em atividade arriscadas como sexo de risco, gastar dinheiro compulsivamente, entre outros;
  • Pode ter sintomas psicóticos, pensar que é alguém importante como um político ou acreditar que tem super poderes.

Episódios de Depressão

Durante os períodos baixos, nos episódios de depressão, o paciente:

 
  • Sente-se para baixo, triste, vazio e sem esperanças;
  • Não tem muita energia e disposição para as atividades diárias;
  • Encontra problemas para dormir — pode dormir mais ou menos do que o recomendado;
  • Sente que não consegue apreciar nada, perde interesse em atividades que antes lhe davam prazer;
  • Deixa de frequentar eventos sociais e perde interesse em interagir com outras pessoas;
  • Pode ter sentimentos de preocupação, culpa, se sentir inútil e sem valor;
  • Tem problemas para se concentrar e tomar decisões;
  • Esquece as coisas, tem a memória afetada;
  • Come demais ou pouco;
  • Sente cansaço ou moleza, pode sentir dores pelo corpo;
  • Tem pensamentos sobre a morte ou suicídio;
  • Pode apresentar sintomas psicóticos, como acreditar que cometeu algum crime ou que é uma pessoa muito ruim ou um fardo para os outros, enquanto nada disso é verdade.

Episódios atípicos ou mistos

Há também a possibilidade de que o paciente tenha sentimentos característicos da mania e da depressão ao mesmo tempo. Pode se sentir mal, sem esperanças, ao mesmo tempo em que se sente com energia e disposto a continuar realizando diversas atividades.

Muitas vezes, os próprios bipolares não percebem as mudanças no humor, e podem sentir como se estivesse tudo bem. No entanto, os amigos, familiares e colegas de trabalho podem perceber as alterações no humor e na maneira de realizar as atividades. Isso é importante pois eles podem ser os primeiros a desconfiar que tem algo de errado com o paciente, o que auxilia no diagnóstico.

Sintomas em crianças e adolescentes

Em crianças e adolescentes, os episódios podem se manifestar de maneiras diferentes.

Em um episódio maníaco, crianças e adolescentes podem:

  • Sentir-se muito felizes e alegres, fazer bobagens e brincadeiras que não costumam fazer ou que as outras crianças e adolescentes não fazem;
  • Ter temperamento explosivo;
  • Falar muito rápido sobre muitas coisas;
  • Ter problemas para dormir, mas não sentir cansaço;
  • Ter problemas em se concentrar;
  • Fazer coisas arriscadas;
  • No caso dos adolescentes, podem falar e pensar em sexo com mais frequência.

Já em episódios depressivos, eles podem:

  • Sentir-se triste sem motivos;
  • Reclamar de dores com frequência, como, por exemplo, dores de cabeça ou de estômago;
  • Dormir muito ou pouco;
  • Sentir culpa ou sentir como se não valessem nada;
  • Comer demais ou pouco;
  • Ter pouca energia e perder o interesse em atividades divertidas;
  • No caso dos adolescentes, pode haver pensamentos sobre a morte e suicídio.

As crianças podem ter comportamento agressivo quando seus pais negam alguma coisa. Esse comportamento pode durar por horas. Elas também podem demonstrar felicidade fazendo brincadeiras que estão fora de seu comportamento usual.

Adolescentes podem ter problemas na escola como notas baixas, suspensões por brigas ou usos de drogas, deixar de participar de atividades extracurriculares, além de se envolver em sexo de risco e apresentar comportamento ou intenções suicidas.

É de extrema importância que os pais estejam atentos a esses comportamentos, para que a criança ou adolescente seja diagnosticada e tratada o mais rápido possível, evitando pioras no desenvolvimento da doença.

Diagnóstico

Para um diagnóstico correto, é preciso que seja feito por um profissional da saúde mental (psiquiatra ou psicólogo), que pode requisitar exames para descartar a possibilidade de outras doenças que podem ter sintomas parecidos, como o hipertireoidismo.

O profissional também pode requisitar um apanhado geral da vida da pessoa, pedir que conte sua história, pois os tipos de bipolaridade podem ser facilmente confundidos com outras doenças caso não haja uma análise dos episódios anteriores. O tipo I pode ser facilmente confundido com esquizofrenia, enquanto o tipo II pode ser diagnosticado como depressão, caso o profissional não esteja ciente dos episódios de hipomania precedentes.

 

A maior parte dos pacientes procuram ajuda quando estão tendo um episódio depressivo, não quando estão se sentindo bem como se sentem com a mania ou hipomania. Por isso, o profissional deve ser cuidadoso para não diagnosticar o paciente erroneamente.

Para diagnosticar o Transtorno Afetivo Bipolar, o profissional deve, primeiramente, verificar a presença dos episódios maníacos e depressivos. Os critérios para identificar esses episódios estão presentes no Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais — 5ª edição (DSM-5).

Diagnóstico de episódio maníaco

É preciso a presença de pelo menos 3 dos seguintes sintomas por no mínimo uma semana:

  • Autoestima elevada: Sentimento de grandiosidade e intenso bem estar com si mesmo;
  • Necessidade de sono diminuída: Sente-se pronto para o trabalho depois de apenas poucas horas de sono;
  • Verborragia: Falar mais, mais rápido e mais alto que o habitual;
  • Fuga de ideias: Pensamentos acelerados e incontroláveis que resultam em dificuldade de se expressar com clareza e esquecendo-se rapidamente de ideias e assuntos anteriores;
  • Facilmente distraído: Atenção constantemente desviada para estímulos externos, resultando em muitos trabalhos concomitantes e incompletos;
  • Inquietude: Gera aumento no número de atividades feitas no trabalho ou escola;
  • Impulsividade: Falta de autocontrole, impaciência e ansiedade;
  • Comportamentos de risco: Correr mais riscos que o usual, como por exemplo, dirigir perigosamente, consumir álcool em excesso, usar drogas ilícitas, não usar preservativo, gastar as economias…

Diagnóstico de episódio de hipomania

A hipomania é classificada quando existem pelo menos três sintomas de mania, porém:

  • A mudança de humor e funcionamento deve ser diferente da característica e suficiente para ser perceptível por outras pessoas;
  • Não é suficientemente grave para causar dificuldade considerável no trabalho, na escola ou em atividades sociais ou relacionamentos;
  • Não requer hospitalização nem provoca perda de contato com a realidade;
  • Os sintomas não são causados por drogas, toxinas ou outra condição médica.

Diagnóstico de episódio depressivo

Para diagnosticar um episódio depressivo, é preciso que haja pelo menos 5 dos sintomas abaixo durante 2 semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedonia:

  • Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo ou triste;
  • Anedonia: interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
  • Sensação de inutilidade;
  • Culpa excessiva;
  • Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar e concentrar-se;
  • Fadiga: cansaço excessivo, falta de energia;
  • Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
  • Distúrbio psicomotor: Agitação ou lentidão cognitiva e motora;
  • Distúrbio alimentar: Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
  • Ideação suicida: Ideias recorrentes de morte ou suicídio.

No caso de distimia, é necessária a presença de 3 a 4 sintomas por pelo menos 2 anos consecutivos. Para diagnóstico de bipolar essa fase não pode ter sido causada por luto, drogas ou outra doença.

Comorbidades

Existem diversas doenças que podem aparecer juntamente com o transtorno bipolar, inclusive algumas que podem sobrepor os sintomas e atrapalhar o tratamento do transtorno. Por isso, é importante que essas comorbidades sejam tratadas também. Algumas dessas doenças são o transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e abuso de substâncias (dependência química).

Além disso, pessoas bipolares tem riscos maiores de desenvolver algumas doenças físicas, como problemas na tireóide, enxaquecadoenças cardiovascularesdiabetesobesidade, entre outros.

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4 thoughts on “O que é transtorno bipolar?

    1. Olá Camile a Bipolaridade é relativamente fácil de descobrir, nos no cérebro temos Lítio todo o ser humano tem de ter uma certa quantidade que é o que nos mantém felizes e saudáveis mentalmente, se o lítio baixa entra a bipolaridade que as alterações de humor constantes para combater isso toma-se um medicamento a Sertalina e outro que agora não me lembro o nome mas é um medicamento estabilizador de humor logo que saiba digo te obrigado pela visita se tiveres duvidas diz que eu explico te tenho muita experience nesta area

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